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Como a pandemia COVID-19 influenciou o mundo da cibersegurança



A pandemia mundial do COVID-19 estabeleceu um cenário sem precedentes em diversas áreas e afetou a maneira de se relacionar de toda a sociedade. Sem dúvidas, afetou também o ambiente digital, trazendo questões nunca antes levantadas e preocupações que antes não ocupavam lugar nas discussões do dia a dia da maioria dos trabalhadores.


Muitas empresas se viram obrigadas a migrar para um sistema de trabalho remoto, com seus funcionários se comunicando e exercendo suas funções à distância.


Entre tantas adaptações na forma de se trabalhar, uma questão que veio à tona foi o despreparo de diversas dessas empresas para estabelecer o formato de home office. Muitas mudanças foram feitas às pressas e sem o preparo necessário, o que acabou criando um ambiente favorável para ataque de cibercriminosos.


Muitos funcionários acabaram utilizando seus computadores pessoais e compartilhando a mesma rede com outras pessoas e dispositivos da sua casa - ou seja, dados da empresa circularam na mesma conexão que os jogos digitais, serviços de streaming, redes sociais, entre outros.



Esse uso de redes de wi-fi pessoais, plataformas de vídeo chamada, VPN´s (Virtual Private Networks) com o objetivo de adaptar um trabalho presencial a um ambiente sem as mesmas ferramentas tornou o ataque de hackers mais favorável. A grande maioria das empresas não procurou adotar diferentes medidas de segurança diante deste cenário, como por exemplo, o uso de novas tecnologias de comunicação e plataformas de segurança como logins biométricos.


O resultado dessa vulnerabilidade foi um crescimento substancial de crimes cibernéticos. Só no Brasil, em um período de três meses, foram mais de 2,6 bilhões de ataques digitais, de acordo com a empresa latino americana Fortinet Threat Intelligence Insider.


Os protocolos de segurança ineficientes das empresas em home office, apesar de serem um prato cheio para os hackers, não foram a única maneira encontrada para aplicação de golpes - fake news relacionadas ao vírus e a tratamentos também serviram como isca. A INTERPOL documentou mais de 900 spams, 700 ocorrências de malwares (softwares maliciosos) e quase 50 mil links suspeitos se referindo à pandemia.


A lógica é simples: em uma situação de pânico instaurada por uma doença desconhecida, a busca por informação a qualquer custo cresce muito. Foi aí que diversas campanhas de phishin (e-mails falsos) surgiram disfarçadas de notícias a respeito do coronavírus. Pedidos de doações, ofertas de gratuidade em diversos serviços e vale-presentes são algumas das linhas de ataque fraudulentas.


O futuro de empresas de tecnologia frente à pandemia


Diante deste cenário, a importância de se investir em tecnologia da informação deu às caras e a necessidade de planejar a segurança de dados se mostrou essencial. É aqui que as empresas de tecnologia têm a ganhar, uma vez que seus serviços estão sendo procurados em maior demanda.



De acordo com a FGV (Fundação Getúlio Vargas), é previsto um aumento de 30% na modalidade de trabalho remoto, já que, quem se deu bem no home office provavelmente não voltará ao sistema presencial.

Isso fará com que a digitalização imposta - e quase “forçada” - pela pandemia ganhe ainda mais força. A procura pelos serviços de armazenamento na nuvem cresceram devido à migração das empresas para os ambientes digitais, e a previsão é que esse crescimento se mantenha.


Apenas no primeiro trimestre de 2020, as principais companhias do setor de armazenamento na nuvem obtiveram, juntas, um faturamento de mais de 6 bilhões de dólares e um aumento de 32% em relação ao ano anterior em sua demanda.


As empresas com esses resultados são as famosas Amazon, Microsoft e Google, mas não pense que esse desenvolvimento está restrito às grandes multinacionais, ainda que seus resultados sejam substanciais - há muito território a ser explorado, pois muitas companhias passaram a enxergar a tecnologia da informação como um elemento essencial dentro dessa nova realidade.


Diferente das áreas como educação e varejo, as empresas de tecnologia fazem parte de uma pequena parcela de segmentos onde ainda são previstos crescimentos. Isso se dá justamente pela conexão dos serviços de TI com essas esferas prejudicadas da economia. Os sistemas como o da saúde, por exemplo, estão enxergando cada vez mais a necessidade de aprimoramento tecnológico para consultas à distância e telemedicina. O mesmo acontece com o comércio, uma vez que as empresas desse ramo que não estão investindo no e-commerce já estão um - ou vários - passos atrás.


A epidemia do covid-19 e a ocupação do meio online escancarou a deficiência de diversos setores nesse âmbito. Pesquisas realizadas por empresas de cibersegurança mostraram que cerca de 40% das companhias brasileiras não possuíam políticas de segurança digital. Isso afetou também a responsabilidade das empresas de proteger os dados dos seus clientes, além do compromisso em oferecer um espaço de prestação de serviços online eficiente.


É preciso que essas empresas encontrem uma maneira de detectar ameaças, identificar e checar com rapidez atividades suspeitas, assim como impedir as ações dos intrusos em suas redes. Será cada vez mais necessário estabelecer uma conexão segura entre trabalhadores, colaboradores e clientes, com comunicação e acesso remoto confiáveis.



Um empreendimento de sucesso que surgiu a partir dessa necessidade foi a parceria entre as empresas DKN (companhia que fornece soluções para contact center) e MyCena (empresa inglesa de cibersegurança). A MyCena comercializa um método de acesso a dados que protege as informações através de uma combinação de impressão digital, PIN, reconhecimento facial e padrões de bloqueio. Esse método foi adaptado para proteção de desktops, e é chamado de “MyCena Desk Center”.


Compreendendo a importância de proteger o trabalho remoto, a união destas empresas demonstra o sucesso de uma empreitada que visa ajudar a população a se adaptar - e adaptar seus negócios - a um mundo que mudou rapidamente.


Além das mudanças sociais, está claro que o mundo pós-pandemia também contará com transformações econômicas e digitais. Se antes a importância da tecnologia da informação era deixada de lado, ou até mesmo descartada, hoje já se tornou essencial. Anteriormente a cibersegurança podia ser uma preocupação apenas das companhias de tecnologia, mas agora é um dever de todos os que se utilizaram do meio online para prosseguirem com seu trabalho em meio à pandemia.


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