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Tecnologia Pix e os desafios da cibersegurança

O Pix é um novo tipo de transação financeira digital que está disponível a toda hora, em qualquer momento, e o melhor, sem limite de valor para a transferência. Contudo, além dos benefícios, existem muitos desafios da cibersegurança com o Pix.
Isso porque, apesar de toda a praticidade que esta modalidade oferece, ela faz com que os usuários fiquem mais susceptíveis a golpes cibernéticos.
Entenda como isso interfere na segurança de dados e como não cair em golpes.

Tecnologia Pix: o que é?

A tecnologia Pix é um serviço disponibilizado pelo Banco Central que faz com que o processo de pagamento seja mais rápido. Quem já utilizou ou utiliza esta tecnologia, sabe que o processo se dá em questão de segundos.
Além disso, para realizar a transação não é preciso que o usuário insira dados pessoais, como CPF, por exemplo.
Mais de 500 mil instituições já adotaram a tecnologia, bem como, milhares de estabelecimentos já aceitam pagamentos com o Pix. Contudo, assim como em qualquer processo dentro da internet, nem tudo é tão bom assim, pois ainda existem alguns desafios nesse processo.

Quais são os desafios da cibersegurança com o Pix?

A transferência em si é algo bastante seguro, tendo em vista que é fornecida uma chave para a transferência, como o CPF, número de telefone celular, QR Code, entre outros.
Então, qual seria o risco neste caso?
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A grande questão é que, se a aplicação do QR Code, por exemplo, não for feita de maneira correta, criminosos, ou cibercriminosos podem desviar este valor, aplicado assim, o golpe.
Além disso, a personificação de marcas falsas e e-commerces também são uma forma de golpe.
Cadastros falsos com chaves verdadeiras também são um problema, assim é preciso que todos os usuários fiquem atentos a isso.
De acordo com a Federação Brasileira de Bancos ( Febraban) os golpes que utilizam nomes de bancos aumentaram em 44% somente na época de pandemia. Por isso, todo o cuidado é pouco.

Qual a solução?

Antes de mais nada, é importante ressaltar que a tecnologia Pix é uma grande aliada, que favoreceu o aquecimento do mercado facilitando os processos de pagamentos.
Assim, os desafios da cibersegurança com o Pix estão, na verdade interligados com a adoção de novas medidas de segurança.
Principalmente, por parte das empresas que fornecem esse tipo de recurso como forma de pagamento. Neste caso, estamos falando tanto de empresas físicas, como e-commerce.
Isso quer dizer que estas empresas precisa adotar medidas de segurança que favoreçam o pagamento seguro.
Além disso, as instituições financeiras também têm um papel importante aí. Assim, elas precisam garantir que seus aplicativos atendam aos requisitos de segurança estabelecidos pelo Banco Central. Entre eles, estão o processo de criptografia, assinatura digital, verificação de identidade bem como, atendimento às normas da LGPD.
É preciso, portanto, a realização de um acompanhamento contínuo por parte delas, a fim de que reforcem a infraestrutura bem como, o gerenciamento do TI.
A contratação de equipes especializadas em cibersegurança com enfoque em pagamentos digitais é uma solução.
O investimento em uma cultura que visa a proteção de dados, de modo a educar os usuários, empresas e demais comércios que utilizam o Pix também é uma alternativa.
Tudo isso, contando sempre com os preceitos tecnológicos que permeiam a questão.
Ademais, é preciso lembrar que a tecnologia Pix vem para transformar a maneira com que enxergamos os bancos e as transações financeiras no Brasil. Deste modo, este é um passo importante e delicado, que requer cuidados para que o processo realmente represente um grande avanço tecnológico no país.

Recomendações ao usuário

As instituições devem orientar o usuário quanto ao cadastro da chave, tendo em visto que alguns dados pessoais são utilizados para isso.
Atenção especial aos e-mails, que são utilizados como chaves Pix, uma vez que usuários que utilizam este tipo de chave estão mais susceptíveis a receberem spans e e-mails de golpistas

Considerações finais sobre os desafios da cibersegurança com o Pix

É importante frisar que hoje em dia, o Brasil possui recursos satisfatórios no que diz respeito à construção de ambientes cibernéticos mais seguros.
Contudo, é lícito reafirmar que as empresas devem fornecer suporte ampliando a sua infraestrutura no que diz respeito à cibersegurança. Isso porque é preciso ter em vista que todos devem fazer a sua parte neste processo.
Esse suporte também deve estar diretamente ligado à gestão de pessoas que trabalham diretamente com cibersegurança, capacitando estes profissionais de modo que consigam lidar com cautela com tudo que diz respeito ao tema.
Além disso, o monitoramento em tempo real por parte das instituições é uma necessidade que se faz presente.
Conscientização se torna assim a palavra-chave dentro dos desafios da cibersegurança com o Pix, visto que o processo não se tornará totalmente seguro enquanto os usuários não entenderem que esta é uma via de mão dupla, e que precisam sim obedecer aos procedimentos recomendados pelas instituições para que não caiam em golpes.
O fato é que o sistema Pix é um dos mais utilizados atualmente, sendo preciso, portanto, criar meios de garantir os avanços tecnológicos, pois esta já uma realidade no país.
É importante lembrar, também, que estes golpes não envolvem complexidade tecnológica, mas sim, a fragilidade da segurança cibernética. Mas, como já foi dito acima, o país tem plenas condições e garantir segurança nos processos. Para isso, falta então engajamento, cautela e criação de uma cultura forte a respeito do assunto.

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