Como gerenciar requisições de dados sensíveis para ficar em conformidade com a LGPD
A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) trouxe diversas atualizações e desafios no gerenciamento de dados sensíveis no que se refere a procedimentos dessas informações.
Um dos aspectos cruciais dessa legislação é o gerenciamento das requisições dos clientes, garantindo que o fluxo de processos da empresa se mantenha organizado e conforme as exigências de privacidade de dados.
Neste artigo, você aprenderá como o tratamento de dados deve ser feito de forma inteligente, prática e mantendo a privacidade de dados dos clientes, cumprindo com as solicitações de acesso aos dados do titular (DSAR).
Entenda a requisição de acesso a dados sensíveis
De acordo com o artigo 18 da LGPD, os titulares dos dados sensíveis têm o direito de obter do controlador (a empresa) a relação de informações emitidas em seu nome através de requisições.
Este direito é exercido por meio do DSAR, que permite ao indivíduo conhecer as informações que a empresa coletou dele, seja por cadastros físicos ou digitais.
Quem pode solicitar um DSAR (Data Subject Access Request)
Qualquer pessoa que tenha seus dados sensíveis coletados pode solicitar um DSAR, incluindo clientes, funcionários e empresas contratadas.
No entanto, se a solicitação for excessiva ou sem fundamento, a empresa pode negá-la, desde que explique a negativa de forma detalhada e confiante para as autoridades competentes.
Atente-se ao prazo das solicitações de dados sensíveis
Segundo o artigo 19 da LGPD, a empresa tem até 15 dias para responder às solicitações de DSAR.
Em casos de solicitações simplificadas, a resposta pode ser imediata.
5 formas de gerenciar requisições de dados sensíveis
Com a LGPD em vigor, é fundamental que as empresas saibam como gerenciar eficientemente as requisições de privacidade de dados dos clientes .
Aqui estão algumas dicas para gerenciamento de dados feito por empresas que consultoria LGPD para ajudar nesse processo:
1. Designe um responsável pelo gerenciamento
Escolha um Data Protection Officer (DPO) para ser o ponto de contato entre a empresa e os titulares das informações.
Este profissional supervisionará as estratégias de privacidade de dados conforme a LGPD.
2. Desenvolva diretrizes para o manuseio
Especifique quem terá acesso a determinados tipos de dados, onde esses dados serão armazenados e por quanto tempo.
Defina também a metodologia para o tratamento de dados e exclusão quando não forem mais necessários.
3. Identifique a base legal para o processamento de dados
Documente a base legal para processar os dados sensíveis, justificando o armazenamento com razões legítimas além do mero consentimento.
4. Personalize e automatize ferramentas de gerenciamento
Automatize a descoberta e classificação dos dados para facilitar o acesso às informações reguladas.
Isso simplifica o conhecimento dos dados sensíveis armazenados e aprimora a segurança e as políticas de privacidade de dados.
5. Avaliações de risco constantes
Realize avaliações de risco periodicamente para fortalecer as defesas da empresa contra ameaças cibernéticas e garantir a conformidade com as regulações.
O processo de auditoria deve ser feito por meio de consultoria LGPD por empresa que enteda os detalhes da lei e procedimentos de tratametno de dados.
Isso permite rápidas adaptações a mudanças nas regulações e nas ameaças cibernéticas.
Conclusão
Gerenciar as requisições dos clientes no site de forma eficiente e em conformidade com a LGPD é essencial para garantir a proteção de dados e evitar problemas legais.
Caso sua empresa esteja precisando de ajuda para seguir as dicas apresentadas, ou precisa ficar melhor preparada para atender às DSARs e proteger os dados sensíveis entre em contato para saber sobre o procedimento de consultoria LGPD.