Estado da Tecnologia Operacional e Cibersegurança 2026: o que o relatório da FORTINET revela e como a INFOPROTECT apoia sua operação

A segurança de tecnologia operacional (OT) está evoluindo, mas o avanço das ameaças exige que as organizações façam mais do que adquirir novas ferramentas. Essa é a mensagem central do Estado da Tecnologia Operacional e Cibersegurança de 2026, da FORTINET, baseado em uma pesquisa global com mais de 700 profissionais de OT.
O estudo descreve duas tendências simultâneas: a maturidade dos programas, a consolidação de fornecedores e a supervisão da alta administração crescem; ao mesmo tempo, ransomware, lacunas de visibilidade e superfícies de ataque mais amplas continuam pressionando as operações. Neste artigo, a INFOPROTECT apresenta os achados divulgados pela FORTINET e sua leitura sobre como transformá-los em prioridades de proteção.
Fonte original: Estado da Tecnologia Operacional e Cibersegurança de 2026 — FORTINET. O relatório completo pode ser solicitado na página do fabricante.
O que está mudando na segurança de OT
Segundo a FORTINET, organizações de diferentes setores estão fortalecendo suas defesas, modernizando ambientes de ICS — sistemas de controle industrial — e elevando a responsabilidade pela segurança de OT à alta administração. A consolidação de fornecedores e o uso de plataformas integradas fazem parte desse movimento.
O avanço não elimina o risco. Ambientes mais conectados, integrações entre TI e OT e maior complexidade ampliam os pontos que precisam de proteção. A conclusão institucional da INFOPROTECT é que maturidade deve ser medida pela capacidade de conhecer os ativos, limitar acessos e responder a incidentes, e não apenas pela quantidade de soluções implantadas.
Os números divulgados pela FORTINET
- Mais de 700 profissionais de OT participaram da pesquisa global, que reúne percepções sobre maturidade e risco de segurança operacional.
- 76% para e-mails de phishing: esse foi o percentual informado pela FORTINET entre os tipos de intrusão relatados pelos entrevistados.
- 50% para ransomware: o tipo de intrusão permanece relevante nos relatos do estudo.
- Aumento dos relatos de um a nove incidentes: o texto divulgado indica crescimento em relação ao patamar anterior de 47%, mas não apresenta o percentual atual no trecho disponibilizado.
Os percentuais de phishing e ransomware descrevem os relatos da pesquisa da FORTINET; não são uma estimativa da probabilidade de ataque de uma empresa específica nem devem ser somados como categorias exclusivas. Da mesma forma, os 47% são uma referência anterior, não o resultado atual de 2026.
Governança, visibilidade e regulamentação: os outros sinais do estudo
Segurança de OT sob responsabilidade do CISO/CSO
A divulgação do relatório destaca a expectativa de transferência da responsabilidade pela segurança de OT ao CISO nos próximos 12 meses. Para a INFOPROTECT, esse movimento aproxima a proteção operacional das decisões de negócio: orçamento, prioridades, gestão de terceiros e resposta a incidentes precisam envolver segurança, engenharia e operação.
Visibilidade incompleta dos ambientes operacionais
Outro indicador apresentado pela FORTINET aborda organizações com visibilidade de apenas metade do ambiente de OT. Sem conhecer ativos, conexões e dependências, torna-se mais difícil identificar exposição e priorizar medidas de proteção. Um inventário atualizado deve contemplar tanto os equipamentos quanto os acessos e fluxos entre redes.
Expectativa de mais regulamentação
O estudo também aponta a expectativa de aumento da regulamentação de segurança de OT nos próximos cinco anos. Isso reforça a importância de documentar controles, responsabilidades e evidências, observando os requisitos aplicáveis a cada setor e operação.
Os percentuais desses três indicadores não aparecem no material disponibilizado para esta análise. Por isso, apresentamos as tendências sem atribuir números não confirmados.
As três perguntas do relatório, pela ótica da INFOPROTECT
Quais práticas de segurança são mais eficazes para ambientes operacionais?
A recomendação da INFOPROTECT é começar pela visibilidade dos ativos e pela criticidade dos processos. Em seguida, estruturar a segmentação entre TI e OT, controlar os acessos remotos de fornecedores e estabelecer monitoramento e procedimentos de resposta. O objetivo é reduzir a exposição sem desconsiderar os requisitos de disponibilidade e segurança física da operação.
Soluções como o FORTINET Firewall FortiGate podem compor a arquitetura de segmentação e controle, conforme o diagnóstico do ambiente. O SOC da INFOPROTECT contribui com monitoramento e análise de eventos; o escopo de integração e resposta deve ser definido para cada projeto.
Por que levar a responsabilidade de OT para o CISO/CSO?
Um incidente em OT pode afetar continuidade, produção, segurança e reputação. A governança pelo CISO/CSO ajuda a alinhar esses riscos às decisões da organização, mas não substitui a participação da engenharia e das equipes operacionais. A INFOPROTECT apoia essa coordenação por meio de consultoria e serviços gerenciados de segurança (MSS), conectando requisitos técnicos às prioridades da gestão.
Como avançar a maturidade do programa de cibersegurança de OT?
Com um roteiro progressivo, baseado no risco e validado com a operação:
- Diagnosticar: mapear ativos, acessos, conexões e processos críticos.
- Priorizar: tratar as exposições de maior impacto para o negócio e a continuidade operacional.
- Proteger: implantar segmentação, controle de acesso e soluções integradas compatíveis com o ambiente.
- Monitorar e responder: definir alertas, responsáveis, escalonamento e procedimentos para incidentes.
- Validar e evoluir: revisar controles, registrar evidências e acompanhar indicadores.
Avaliações de vulnerabilidades e testes de intrusão devem ter escopo, autorização e condições de execução compatíveis com a sensibilidade do ambiente operacional. Em OT, validar a proteção exige planejamento para não introduzir riscos desnecessários aos sistemas industriais.
Como a INFOPROTECT conecta tecnologia, atendimento e operação
A leitura da INFOPROTECT é que a evolução da segurança de OT depende da combinação entre tecnologia, governança e acompanhamento técnico. Nossa atuação reúne consultoria, implantação, licenciamento, suporte e serviços gerenciados, com soluções FORTINET integradas às necessidades de cada projeto.
- Experiência em segurança da informação: mais de 20 anos de atuação.
- Rede de atendimento: atuação em todo o Brasil e na América Latina, com clientes no Paraguai e no Uruguai.
- Acompanhamento técnico: apoio da definição da arquitetura à implantação e ao suporte das soluções.
- Operação de segurança: serviços de SOC e MSS para sustentar monitoramento, análise e evolução dos controles conforme o escopo contratado.
Para uma organização com ambientes operacionais, isso significa construir uma estratégia que considere seus ativos, sua estrutura de atendimento e seus processos críticos. A escolha de produtos e serviços deve seguir esse diagnóstico, e não antecedê-lo.
Do relatório à próxima decisão
Os achados da FORTINET ajudam a organizar uma conversa objetiva: quais ativos ainda não estão visíveis, quais acessos precisam de controle e quem responde quando ocorre um incidente? O próximo passo é transformar essas perguntas em um plano adequado à sua operação.
Fale com um especialista da INFOPROTECT para discutir visibilidade, segmentação e monitoramento do seu ambiente. Para consultar a pesquisa e sua metodologia na íntegra, acesse a página oficial e solicite o relatório à FORTINET.
